Justiça de SP nega indenização a Holiday após Arthur do Val chamá-lo de 'filho negro de Bolsonaro' e 'viadinho'

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Fernando Holiday e Arthur do Val Afonso Braga/CMSP; e Reprodução/Facebook A Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização de R$ 60 mil por danos morais feito pelo ex-vereador Fernando Holiday (PL) contra o ex-deputado estadual Arthur do Val após declarações feitas em uma transmissão ao vivo no YouTube. Na ocasião, segundo a sentença, Arthur satirizou o momento de reconciliação entre Holiday e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o intuito de ironizar o que considerou uma postura contraditória, e disse: "Fez a coisa mais humilhante que tem: se ajoelhou pro Bolsonaro. 'Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, Bolsonaro, desculpa, desculpa, desculpa. Eu sou seu filho negro, viadinho, que foi embora e voltou pra casa e você me acolheu'". No entanto, o Juizado Especial Cível entendeu que as falas, embora “ríspidas e deselegantes”, estão protegidas pela liberdade de expressão no contexto de debate político entre figuras públicas. O juiz destacou que o próprio Holiday já havia utilizado expressão semelhante ao comentar sua filiação ao PL, em 2023, quando disse que Jair Bolsonaro estava filiando “um negro meio veado”. Para o magistrado, Arthur do Val fez uma paráfrase satírica dessa declaração ao comentar a mudança de posicionamento político do vereador. Na avaliação do juiz, não houve intenção direta de ofensa racial ou homofóbica, mas sim um “propósito satírico de escrachar a guinada política do requerente”. O juiz Luciano Persiano ressaltou que tanto Holiday quanto Arthur do Val são figuras públicas e, por isso, estão mais expostos a críticas e manifestações mais duras. Ele citou precedentes do Tribunal de Justiça de São Paulo que reconhecem que, em debates políticos, expressões “rudes e desrespeitosas” podem não configurar dano moral, desde que inseridas no contexto de disputa de ideias. Deputado cassado Arthur do Val, então deputado estadual pelo União Brasil, teve o mandato cassado após o vazamento de áudios em que fazia comentários machistas sobre refugiadas ucranianas. As falas foram ditas durante uma viagem ao país sob a justificativa de prestar ajuda humanitária. “São fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’. É inacreditável a facilidade. Essas 'minas' em São Paulo você dá bom dia e ela ia cuspir na sua cara e aqui são super simpáticas", diz o áudio. Nos áudios, o deputado também teria comparado a fila de refugiadas à fila de uma balada. "Acabei de cruzar a fronteira a pé aqui, da Ucrânia com a Eslováquia. Eu juro, nunca na minha vida vi nada parecido em termos de ‘mina’ bonita. A fila das refugiadas, irmão. Imagina uma fila de sei lá, de 200 metros ou mais, só deusa. Sem noção, inacreditável, é um bagulho fora de série. Se pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados aqui." Em outro trecho, o áudio diz: "Passei agora quatro barreiras alfandegárias, duas casinhas pra cada país. Eu contei, são doze policiais deusas. Que você casa e faz tudo que ela quiser. Eu estou mal, cara, não tenho nem palavras para expressar. Quatro dessas eram 'minas' que você se ela cagar você limpa o c* dela com a língua. Assim que essa guerra passar eu vou voltar para cá". Deputado Arthur do Val envia áudio considerado machista sobre mulheres ucranianas Arthur do Val é cassado e perde os direitos políticos por 8 anos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/08/justica-de-sp-nega-indenizacao-a-holiday-apos-arthur-do-val-chama-lo-de-filho-negro-de-bolsonaro-e-viadinho.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

QUAL MÚSICA VOCÊ QUER OUVIR?

Anunciantes