Ao lado de Tarcísio, Flávio Bolsonaro diz que pretende entrar para a história 'nem que seja como presidente de transição'
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Ricardo Nunes em campanha em São Paulo
Victória Cócolo
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20), durante um almoço com empresários em São Paulo, que pretende entrar para a história, “nem que seja como presidente de transição”. A declaração foi feita ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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“Eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento”, afirmou Flávio.
Mais cedo, durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor, Tarcísio afirmou que, se Flávio for eleito, o senador vai “honrar o fim da reeleição". "A gente precisa de pessoas que tomem o desgaste, que façam aquilo que precisa ser feito. Acredito que Flávio, caso seja eleito, vai honrar, até porque ele é signatário da PEC", disse Tarcísio.
A fala de Flávio ocorreu diante de uma plateia formada majoritariamente por empresários. Antes de o senador anunciar sua candidatura ao Palácio do Planalto, Tarcísio era o nome preferido de setores do empresariado e do mercado financeiro para representar a direita na disputa presidencial.
Agora no g1
No discurso, Flávio fez uma série de elogios ao governador paulista. Chamou Tarcísio de um dos “galácticos” escolhidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para integrar o governo e afirmou que Tarcísio entrou para a história tanto pela passagem pelo Ministério da Infraestrutura quanto pelo comando do governo paulista.
“O presidente Bolsonaro foi o maior exemplo de alguém que conseguiu montar um time de galácticos. […] Um deles está aqui, que é o Tarcísio. Talvez a pessoa que já tenha passado pelo Ministério da Infraestrutura mais preparada e que mais entregou resultado na história desse país”, disse Flávio.
Logo depois, Flávio afirmou que hoje entende que seus 24 anos de vida pública serviram como preparação para chegar à Presidência da República.
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“Hoje eu entendo. Eu estou há 24 anos me preparando para ser o presidente do Brasil”, afirmou.
O almoço ocorreu em um restaurante de um shopping na Mooca, na zona leste da capital paulista. O encontro foi organizado pelo vereador João Jorge (MDB) e contou com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado por São Paulo.
Bolinho de bacalhau e sanduíche de mortadela
De acordo com a organização do evento, a expectativa era receber cerca de 350 pessoas, mas aproximadamente 450 compareceram. Ainda segundo os organizadores, o evento foi pago pelos próprios empresários.
Foram servidos bolinho de bacalhau, quibe frito, sanduíche de pernil e pão com mortadela, um dos carros-chefes do restaurante.
O pão com mortadela carrega um simbolismo político: nas últimas décadas, o termo “mortadela” passou a ser usado de forma pejorativa por adversários para se referir a militantes e apoiadores da esquerda e do PT.
Indicação de ministros do STF
Durante o discurso, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o candidato, os escolhidos serão contrários ao aborto e às drogas e deverão respeitar a Constituição.
“Eu já me comprometi […] a indicar homens e mulheres, sejam contra o aborto, sejam contra as drogas, mas que respeitem a Constituição, que não usem a sua caneta para perseguir adversários políticos e pessoas que sejam íntegras”, afirmou.
O almoço encerrou a série de compromissos de Flávio em São Paulo nesta quinta-feira. Ao longo do dia, o candidato participou de agendas na capital ao lado de aliados como Tarcísio e Ricardo Nunes.